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Petrópolis Vive
17 ANDARES!
52 metros de altura!
Rua Santos Neto, n° 145/155
Amiga:
a poesia já não pode ajudar a salvar tua rua!
Estão cortando árvores? despindo ramos
onde os papagaios pousavam?
Ruidosa, feroz, a especulação
estrangula a ecologia,
menina subnutrida, que os políticos abraçam,
mimam e, ardilosamente,
( quando se retiram os retardatários da festa)
atiram num banco sujo de praça,
esperando que Teresa de Calcutá passe,
e a embrulhe no seu hábito de lã, levando-a uma creche.
Amiga:
estamos sem mãos, sem voz,
sem esperança!
Somos cidadãos de Porto Alegre,
e estamos nos aproximando
do coração de nosso engano,
da amêndoa de nosso embrutecimento.
Que estes versos, escritos à boca-da-noite,
sejam uma mandinga peçonhenta
como a das bruxas de Shakespeare,
contra os espigões que nos cercam,
contra os construtores dos espigões,
contra os publicitários dos espigões,
e até contra os governantes
que não nos defendem.
Nós, os morituros, não os saudamos!
Gritamos, gritamos, gritamos,
até que sintam que nossos votos
foram roubados por eles.
Armindo Trevisan
Setembro 2007
(poema escrito em razão desta obra e da devastação ambiental ocorrida)A construção do prédio Ventura Residence - Emak gera e gerará impactos ambientais talvez irreversíveis no nosso bairro, causando sombra em nossas residências, congestionamento nas nossas ruas, falta de água e excesso de esgoto, escassez dos pássaros característicos e também dos famosos papagaios entre as ruas Bagé e Lageado.
Todos têm direito ao sol!
Pela valorização arquitetônica do bairro!
Os moradores que desejarem enviar e-mail diretamente para o Ministério Público (Procuradoria da Ordem Urbanística) narrando sua inconformidade, escrever para urbanistica@mp.rs.gov.br
Lady friend:
poetry can no longer help save your street!
Are they cutting the trees away? undressing the branches
where parrots used to perch?
Ferocious and noisy, speculation
chokes ecology,
this malnourished child politicians hug,
pamper, and maliciously
(when the last ones have left the feast)
dispose of on a filthy bench,
hoping Teresa of Calcutta will happen to be passing by
to wrap it up in her woolen habit and take it to a nursery.
Lady friend:
we are left with no hands, no voice,
no hope!
We are the citizens of Porto Alegre,
and we are getting closer and closer
to the core of our mistake,
to the seed of our brutalization.
May these lines, written at the fall of night,
be a poisonous curse;
may we curse like Shakespeare’s witches,
against the tall glass-and-concrete buildings that surround us,
against the tall buildings’ builders,
against the tall buidings’ advertisers,
and even against those in government
who will not defend us.
We – the ones who will soon be dead, – we do not salute them!
We shout, and shout, and shout,
until they realize our votes, once cast,
have been stolen from us by themselves.
Armindo Trevisan
Sept. 2007
(Translated from Portuguese by Beatriz Viégas-Faria)
4 comentários:
O bairro é agradável de se viver, com árvores e passarinhos em meio a toda a conveniência do comércio local.
Então, as incorporadoras invadem o bairro, devastam a vegetação, constroem uns pombais de 30 apErtamentos, trazem caos permanente ao trânsito, roubam o sol dos vizinhos, vendem uns apartamentinhos pequeninos (mas com uma piscininha para todo o povão do prédio) e, depois de tudo isto, saem com o lucro no bolso e os danos ao bairro ficam para sempre ...
A cidade precisa de edifícios altos. A lei permite. Não foram as incorporadoras que fizeram a lei. A construção civil gera crescimento econômico.
A cidade de quem precisa de edifícios altos, cara pálida? Não foram as incorporadoras que fizeram a lei, cara pálida? A quem pensam que enganam? Quem é que financia a campanha dos paus mandados que, mais tarde, votam conforme seu patrocinador mandou? E o lobby monumental que fizeram por um plano diretor que facilitasse a vida das construtoras? Ou alguém aqui acha que o interesse das empresas é fazer prédios mais altos para "baratear o m²" e "gerar mais empregos"? Ós únicos empregos com os quais as construtoras se preocupam é o de seus proprietários. A lei é, sim, feita pelas construtoras. E que ninguém se engane quanto a isso.
Ao cara pálida que disse que a construção civil gera crescimento econômico, eu respondo:
"Só gera crescimento econômico para a tribo dos donos das construtoras".
Além disso, se fosse o caso de aceitarmos prédios altos, então estes prédios altos deveriam estar restritos a áreas novas da cidade onde só haveriam então prédios altos. Os bairros consolidados com casas e pequenos prédios seriam preservados.
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